Em 1516, Thomas Morus escreveu sua principal obra “Utopia”. Nela imaginou uma ilha com o nome de sua obra, contendo medidas sociais capazes de proporcionar um bem estar à população, onde as leis  beneficiavam toda a comunidade. Com a obra, Morus criticou seu dia a dia e pensou em uma sociedade melhor. Apesar de ficção, algumas medidas propostas pelo autor se tornaram realidade posteriormente, tal como, jornada de oito horas de trabalho.

A grande diferença da ficção para a realidade são anos de dedicação tomados pelas mais diversas pessoas envolvidas na busca de um mundo melhor. Desta forma, incluímos aqui o Beato José Lourenço e todos os trabalhadores do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto. Essas pessoas, tiveram através de sua fé, uma força sobrecomum para enfrentar os grandes latifúndios, a separação social entre as grandes famílias e os trabalhadores rurais comuns, sujeitos desde o seu nascimento a uma vida de trabalho semi escravo.

No meio rural nordestino do início do século XX, o trabalhador não tinha propriedade de nada: A terra onde plantava tinha dono, a casa onde morava tinha dono. Vivia para outro, vivia para seu senhor, dono das terras e de sua vida. Para se imaginar uma vida diferente dessa, já traçada desde o nascimento, só através de mundo sonho. Só mesmo uma grande utopia lançada por Deus, possibilitando uma vida melhor. A vida no Caldeirão.

Mas, não é o paraíso. Esse só vem depois da morte, durante a vida é necessário muito trabalho. No caldeirão se trabalhava muito, mas o que se produzia era consumido por seus trabalhadores. Continuavam sem posse, mas tinham tudo ao seu proveito, tudo dividido e para o acesso de todos. É essa utopia que procuramos na pesquisa, uma utopia que nos tira do eixo do preconcebido e nos leva a procurarmos novos modos de pensamento.

Por Nilson de Oliveira Matos

 

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  • 051/Grande Circular
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  • Novas Abordagens Perceptivas do Real
  • Sonho causado pelo voo de uma abelha ao redor de uma romã, um segundo antes de acordar

Lab. de Audiovisual

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  • Afrontamento
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  • Caldeirão de água no deserto – realidades e utopias?.
  • DESPEJADAS
  • Nossos Mortos
  • O retorno a Juberlano