Temos nos encontrado dentro de salas e ruas para compreender um pouco mais de nossos corpos, um pouco mais de FORTALEZA, um pouco mais de nossas coreografias que desenhadas sobre ventos e buracos se montam e desmontam de um modo quase infinito.

Algumas vezes a selvagem dimensão da vida nos retira de um espaço liso, limpo e legitimado, e nos impulsiona a um campo de guerrilha, completamente arriscado e poluído, mas impelido dos aspectos que fazem a vida se justificar. Dessa maneira diria que a vida e a arte, sendo parte de um mesmo processo de subjetivação, existem dentro de um buraco, que mesmo sendo obscuro e fundo, se deixa iluminar em partes e ainda permite que entremos nele.

Esse buraco não está aqui para ser visto de fora, não serve para análise contemplativa, um julgamento de cima não diria nada sobre ele. O buraco está aqui e gera acidente, faz uma queda para dentro, causa susto no percurso de modo que o corpo vai se deformando diante das formas preparadas, há deformação diante da expectativa, e dessa forma a única permissão dada diz respeito à espera, ao devir, que não sonha com o futuro, mas se emaranha neste presente do agora que não consegue parar. Sendo assim, vale a pena refletir sobre ação-reação-ação, sobre o movimento do corpo nos pedacinhos da vida, e como tal movimento gera outras ações e outras reações ao mesmo tempo em que é gerado, numa articulação necessária de um passo fora do eixo ou fora da lei.

Ação Clandestina nº 01                      dias 19 e 20 de julho

Propusemos dentro do nosso projeto a primeira expansão compartilhada com nossos vizinhos  e essa proposta tratava de um programa de performance. A ação aconteceu em dois dias. Fizemos uma convocatória e todos os interessados poderiam participar.

Dia 01

  • Todos saíram da escola e buscaram suas armas, no caso paus e pedras
  • Entrou um a um na sala escolhida e foram feitas fotos individuais de um mesmo ângulo , para o alistamento
  • Corremos durante um tempo pela sala segurando as armas, todos juntos em bloco
  • Conversamos sobre a proposta que tratava dessa tensão arte-crime e explicamos como seria a ação do dia seguinte.

Dia 02

  • Nos encontramos na Praça do Ferreira no centro de Fortaleza;
  • Corremos na direção do porto segurando nossas armas parando em equipamentos públicos combinados a priori;
  • Chegando ao ponto final, depositamos as armas na frente da escola;
  • Fizemos uma pausa e retornamos com um encontro no estúdio do Porto Iracema ouvindo o som do projeto Sila-Cruvs seguido de uma roda de conversa com Yuri Firmeza sobre arte-crime e uma breve partilha sobre a ação anterior;

Questões

Como compreender que a questão do “crime” emerge de uma estrutura de poder e convivência de um determinado grupo de pessoas, de uma matéria que não é metafísica, nem antropológica, e não tem a ver com natureza, mas certamente com história e civilização?

E como perceber a arte, numa especificidade onde o corpo como política e materialidade do sensível, não concorda com a norma ou com as imposições opressoras?

 

 

 

 

Lab. de Artes Visuais

  • 051/Grande Circular
  • Isolamento Compulsório
  • Novas Abordagens Perceptivas do Real
  • Sonho causado pelo voo de uma abelha ao redor de uma romã, um segundo antes de acordar

Lab. de Audiovisual

  • Ocre
  • Estrada Aberta
  • Tempo de matar cachorro
  • Telma
  • Perdido
  • 7 CAIXAS

Lab. de Dança

  • 233 A, 720 Khalos
  • Afrontamento
  • Afrontamento
  • Corpos Embarcados

Lab. de Música

  • Sila Crvs A.O.A
  • Iracema Som Sistema
  • Ode ao Mar Atlântico
  • Orquestra Popular do Nordeste

Lab. de Teatro

  • Caldeirão de água no deserto – realidades e utopias?.
  • DESPEJADAS
  • Nossos Mortos
  • O retorno a Juberlano